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OMS pede preparo para futuras pandemias

Durante a última Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS) cobrou providências quanto ao preparo para futuras pandemias. Diante da crise global provocada pela Covid-19, que desestabilizou pessoas, governos e setores econômicos, o órgão cobrou providências para que a humanidade esteja melhor preparada para enfrentar este tipo de ameaça.

O alerta quanto à necessidade de se prevenir quanto a epidemias já é antigo. Em um documento recente, a OMS já incluía este tipo de prevenção nos desafios globais da saúde para a próxima década, dentre outros temas. O argumento da Organização é de que o mundo gasta cada vez mais recursos respondendo a surtos de doenças do que se preparando para preveni-los.

Aliás, na Assembleia Geral da ONU de 2019 o Conselho de Preparo e Monitoramento Global também emitiu o alerta quanto a uma pandemia iminente, convocando líderes mundiais a se prepararem. Neste ano, este mesmo conselho emitiu o relatório “O Mundo em desordem”, que retrata um planeta desorientado pela Covid-19, sofrendo com a falta de liderança e de respostas rápidas. A cobrança do Conselho é de reforçar o comprometimento das nações com a OMS.

Outros pleitos da OMS na Assembleia Geral da ONU

Além do alerta quanto ao preparo para futuras pandemias, a OMS fez outras solicitações durante o evento. Uma delas diz respeito ao acesso equitativo das nações aos recursos de o combate à Covid-19, por meio de uma colaboração internacional. Estes recursos abrangem testes, tratamentos e vacinas, além do fortalecimento dos respectivos sistemas de saúde.

Esta ação conjunta se chama ACT-Accelerator e permite uma chance de que todos os países tenham acesso rápido aos recursos de combate à Covid-19. A iniciativa precisa de US$ 35 bilhões para rastrear mais rapidamente o avanço da doença, produzir e distribuir 2 milhões de doses de vacinas, 245 milhões de tratamentos e 500 milhões de testes ao longo do próximo ano.

A outra solicitação do órgão diz respeito ao desenvolvimento sustentável da oferta dos serviços de saúde. Por causa da pandemia, 90% dos países está vivenciando rupturas em outras frentes da assistência em saúde, como imunização de outras doenças, diagnóstico de doenças crônicas, planejamento familiar, tratamento para doenças mentais e diagnóstico e tratamento precoce de câncer.

A OMS argumenta que a Covid-19 tem sido um duro lembrete de por que é preciso investir mais maciçamente em saúde, focada na prevenção e saúde primária, para garantir cobertura universal e atingir metas mundiais de saúde.

Durante a Assembleia, o órgão convocou cidadãos e líderes para tomarem cinco ações destacadas pelo relatório do Conselho: liderança responsável, engajamento dos cidadãos, sistemas de segurança em saúde que sejam fortes e ágeis, investimento sustentável e um robusto preparo global das lideranças.

A OMS ainda deixou uma mensagem final que convoca todos a tomarem uma iniciativa: “Nossas ações de hoje irão definir o nosso futuro como um todo”.

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